20.8.08

CHEVETTE 1974

Continuando com as postagens de carros dos anos 70, vamos recordar o Chevette da Chevrolet, lançado pela primeira vez em 1973.

O Chevette veio disputar mercado com o Fusca e Corcel, carros de menor porte e bom desempenho. Tinha um belo e amplo porta-malas, e um espaço interno satisfatório. Não demorou muito para cair no gosto popular. Fez, também, muito sucesso com o público feminino, por ter um estilo europeu e esbanjar elegância. Vários modelos do Chevette foram lançados, do clássico ao esportivo.

A Chevrolet, conhecida por lançar carros grandes como o Opala e Veraneio, surpreendeu o mercado automobilístico com o Chevette, que foi inspirado no europeu Kadett da Opel, praticamente "irmãos gêmeos".

Acima, propaganda do Chevette em 1974. Clique na imagem acima para vê-la ampliada.

10.8.08

CP 200 DA PROLÓGICA

Lançado em 1982 durante uma feira de informática realizada no Rio de Janeiro, o CP 200 foi o primeiro computador pessoal portátil de baixo custo. Seu preço ficava em torno de 100 dólares, e fez sucesso entre jovens e adultos curiosos com essa novidade tecnológica que já fazia parte da cultura norte-americana do final dos anos 70 e início dos 80.

O aparelho podia ser ligado em qualquer televisão, e acompanhava uma série de fitas cassetes que faziam o "papel do CD/DVD/Pen Drive" nos dias de hoje. A conexão das fitas com o computador era feita com tape deck portátil e a linguagem utilizada era o basic. Quem não sabia programar, podia recorrer a diversas revistas sobre computação que surgiram na época, que traziam diversas dicas e programação passo a passo para todo tipo de software.

A chegada do CP 200 e de outros modelos de computadores pessoais, abriu portas para o desenvolvimento do mercado de informática no Brasil. Apesar de críticas negativas e fundamentadas sobre a reserva de mercado deste setor, ou seja, o protecionismo praticado pelo Regime Militar na área de informática, o Brasil criou oportunidades para formação de profissionais, indústrias e comércio.

Abaixo, as especificações do CP 200:

Fabricante: Prológica Microcomputadores Ltda
UCP:
Z80A 3,25 Mhz
Rom: 8 kb
Ram: 16 Kb
Video: Texto: 22x32 cols, gráfico: 64x44 pts.
Teclado: Mecânico simplificado, tipo "chiclete", 43 teclas, 160 de funções e comandos.
Memória externa: Cassete
Entradas/Saídas: Cassete, RF, joystick, barramento de E/S para expansões.
Sistema operacional: Basic residente

3.8.08

DISCO MUSIC BRASIL



Como dissemos na postagem anterior, novidades não faltarão no recordando.net. Uma delas é a reliquia acima, que contém uma seleção de Disco Music Brasil (ou Dance "Trash/Cult") reunindo uma série de artistas populares dos anos 70 e inicio dos 80.

Regravações, ou versões de sucessos internacionais, sempre foi algo comum no mercado musical. No player acima, você poderá comprovar a cantora paraguaia Perla (não confundir com a funkeira) cantando um dos sucessos do ABBA, além de músicas da A Patotinha que inspirou-se na música "Don't Push It, Don't Force It" de Leon Haywood, The Fevers com uma versão de "YMCA" do Village People, Gretchen, Elisângela (a atriz!), Harmony Cats, Lady Zu, Dudu França, e outros.

Vale a pena escutar, e se divertir com o "Mixtape" feito e disponibilizado pelo "Jupter" do blog "No Caso", cujo playlist pode ser visto clicando aqui. Os ritmos são variados e trará lembranças para aqueles que já passaram dos 35 anos. A maioria das músicas está em qualidade de CD e basta apertar o botão correspondente ao play no player acima.

29.7.08

UM ANO NO AR!

O recordando.net completou um ano no ar trazendo o que há de melhor na música, e informações que marcaram gerações ao longo dos anos 70, 80 e 90. Sempre com o pé no chão, começamos nosso projeto realizando uma parceria de sucesso com a equipe do musicabase.com, que deu-nos projeção e audiência para com o público que aprecia o que há de melhor no passado.

O nosso maior presente são os ouvintes, visitantes e parceiros do recordando.net, que nos incentiva a seguir em frente em busca do melhor. Aproveitando o ensejo, estamos ampliando a capacidade dos servidores que comportará mais ouvintes para nossa seleção musical e, também, estamos criando remixes exclusivos de alguns sucessos do passado que farão parte de nossa programação. Além de tudo isso, teremos outras surpresas, aguardem!

Agradecemos a todos que contribuiram direta e indiretamente para o grande sucesso do recordando.net, que é a sua viagem no tempo.

21.7.08

DERCY GONÇALVES NA NOVELA CAVALO AMARELO

Com muito pesar, perdemos a centenária Dercy Gonçalves neste último final de semana em decorrência de uma pneumonia. Esta postagem não irá descrever toda sua brilhante carreira, ou sua vida. Vamos homenageá-la citando um sucesso da teledramaturgia de 1980, a novela "Cavalo Amarelo".

Com o declínio, e inevitável falência da Rede Tupi, muitos artistas e autores de novelas transferiram-se para outras emissoras. A disputa entre a Rede Globo e a TVS, que logo seria o SBT, era grande. Entretanto, correndo por fora, a Rede Bandeirantes conseguiu contratar artistas de bom nível, tendo como destaque a atriz Dercy Gonçalves.

Dercy estreou na Bandeirantes na novela "Cavalo Amarelo" de Ivani Ribeiro, fazendo o papel da ex-vedete Dulcinéa, que estava desesperada com a perspectiva de perder seu teatro, o Mambembe, cujo prédio pertence a uma família tradicional, os Maldonado. O patriarca Salvador Maldonado era implacável, uma pessoa austera que não perdia tempo controlando a vida de seus filhos. Um deles, Téo, é noivo de Maria do Carmo, embora ame mesmo Pepita, sobrinha de Dulcinéa. Ao longo da trama, o patriarca falece e inicia-se a disputa pela herança, o que traz à tona um grande segredo: o velho Salvador Maldonado era pai de seu fiel empregado Zeca.

Além de Dercy, o elenco trazia Yoná Magalhães, Fúlvio Stefanini, Wanda Stefânia, Márcia de Windsor e Jorge Dória. Era um time de tirar o chapéu, e Dercy tinha liberdade de praticamente interpretar a si mesma, fazendo improvisos, caretas, expressões mais fortes que o comum em uma novela, e muito mais.

Surpreendentemente, "Cavalo Amarelo" foi um grande sucesso, e incomodou a poderosa Rede Globo que estava no auge, realizando novelas e miniséries de alto nível. Tudo isso graças à irreverência de Dercy que fez poucos trabalhos na televisão, mas todos marcantes.

Dercy tem o privilégio de ser imortal.

13.7.08

DANCIN' DAYS COMPLETA 30 ANOS

Lançada em 1978, “Dancin’ Days”, que ficou no ar até 27 de janeiro de 1979, transformou em hit não só sua música-tema, interpretada pelas Frenéticas, mas toda a atmosfera vibrante e colorida que foi mote para a história escrita por Gilberto Braga . A estréia solo do autor à frente de uma trama das 20h. Do cabelo à maquiagem, passando pelo figurino "discotheque", a inesquecível personagem Júlia Mattos, encarnada por Sônia Braga, lançava moda a cada capítulo. Maior símbolo dos “dias dançantes”, as meias ultracoloridas de lurex usadas com sandálias de salto alto foram febre nas pistas.

Nas capitais como Rio e São Paulo e no interior país, virou mania sair para dançar disco music. A nova onda motivou a abertura de discotecas que se tornaram palco para o público balançar ao som das músicas que ouviam em “Dancin’ Days”. A própria novela foi inspirada na boate de mesmo nome comandada por Nelson Motta no bairro da Gávea, que virou point de badalação no Rio no final dos anos 70.

Tão grande quanto a curiosidade criada em torno da trama – que reuniu ainda Joana Fomm, Antônio Fagundes e Glória Pires , entre mutos outros – foi o interesse despertado pela estética e comportamento explorados em “Dancin’ Days”. Além de emplacar a moda colorida e brilhante, a novela influenciou o comportamento do público, que se deparou na tela com temas típicos da classe média da época, como casamentos sem perspectiva e mulheres que tentavam defender seu espaço.

Fonte - EGO (globo.com)

7.7.08

ELECTRA RASGANDO O CÉU

O modelo Locheed 188A da Varig, mais conhecido como Electra, é um mito na história da aviação civil. Diversos executivos, artistas e pessoas comuns, utilizaram esse avião para voar entre Rio-São Paulo e vice-versa, a famosa ponte aérea.

O vôo durava em média 40 minutos e os passageiros disfrutavam da paissagem das duas cidades, além de escutarem os motores turbo-hélice do avião que era barulhento, mas que pouco incomodava. Poltronas laranjas, belas aeromoças que iniciavam a carreira, comandantes experientes, e muito glamour. Assim era o majestoso Electra.

Abaixo, dois videos que mostram o vôo do Electra e sua despedida no início dos anos 90, que foi registrado pelo Jornal Nacional da Rede Globo:

Electra Rasgando o Céu



Jornal Nacional - Último Vôo